domingo, 13 de dezembro de 2009

Love is patient, love is kind.

"O amor é paciente, é bondoso. O amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
(Coríntios)

Só seria uma definição melhor, se fosse seu nome escrito.

sábado, 12 de dezembro de 2009

"Como uma ideologia, como uma geografia"

Eu fico remontando nossos pedaços, tentando entender o que nos trouxe até aqui. Qual a força que impulsionou meus passos.
Dos seus sorrisos fiz paixão.
Da minha paixão fiz finais.
Dos meus finais, fiz lágrimas.
Das minhas lágrimas fizeste águas limpas.
Das minhas águas limpas trouxeste felicidade.
Da minha felicidade, me puxaste pra perto.
Do nosso perto fiz um glorioso beijo.
Do glorioso beijo fizemos verdades.
Das verdades fizemos bom uso.
Do bom uso fizemos o que somos.
Do que somos cuidamos, entendemos, regamos, sem nunca olhar pro lado com medo. Sem nunca sentir medo do medo.
Porque do nosso medo, achariamos ainda mais força.
E é da nossa força que lutamos.
E foi de luta, e espera, que colocamos os ladrilhos (amarelos, quiçá) da estrada que nós levou uma a outra.
Você é minha ideologia, eu luto por voce, luto por nós, luto pelo nosso. Eu amo você. Amo, e não é desde hoje. Amo, e não quero esconder.

domingo, 6 de dezembro de 2009

You don't know how lovely you are.

Anita nasceu em 13 de dezembro, chovia e era sexta-feira. A chuva a acompanhou desde seu nascimento, e é apenas justiça poética que agora, justo agora, chova tanto, faça tanto frio. É completamente fácil gostar da Cecília. Da Anita é complicado. Encarar aqueles defeitos incômodos.
Anita fuma muito, bebe demais, não chora e sempre, sempre erra os mesmos erros. Sua beleza está em sua impulsividade, em sua incosntância. Amar isso é ama-la. Eu a amo. Vez por outra a abraço dentro de mim, e isso é um acerto. Acertei nisso, dois anos atrás. Quem diria?
Hoje, eu digo que vi Anita feliz. Anita sorriu e disse "viva". Vou viver, e quero mais que o mundo se exploda. Anita e Cecília precisavam de um magafone, queriam gritar pra todos o quão belo é esse comichão no peito.
Vem, vem viver comigo. Te garanto que não te deixarei cair.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Read my mind. (right here)

"There's a moment, there's always a moment, 'I can do this, I can give into this, or I can resist it', and I don't know when your moment was, but I bet you there was one."

Eu tive esse momento. Eu sei que tive. Alguma coisa em mim me impediu de desviar meus olhos, e uma vez focados dessa forma, ficou díficil obriga-los a voltar a posição inicial. Não me tema. Eu sei que sou feita de frases de efeito, mas elas são sinceras, invariavelmente. Meus olhos te encontraram e hesitaram, e dessa hesitação surgiu isso. Isso o que, você perguntaria com olhos irônicos. Porém você sabe. Voce sabe muito bem.
E eu acho que talvez eu saiba, também.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar."

Se eu chorasse a chuva quem, escutaria?
As vezes as coisas doem tanto na gente, tão profundo e tão seco, daí vem as lágrimas pra molhar a secura das dores. É a chuva que rende nossos olhos cansados, fatigados, nossos olhos de tormenta.
Se fosse pra alguém me pegar no colo, que fosse você. Só isso que eu peço enquanto sai de mim minha chuva particular. De todos os medos que eu tenho o maior é que isso um dia se perca.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

As vezes, quando eu acordo sorriso, as pessoas me abraçam e sorriem comigo. Eles estendem as mãos, me afagam os cabelos, muita gente gosta de mim quando eu acordo toda sorrisos. Quando eu acordo sorrisos costumo me arrumar e vestir cores claras. Quando eu acordo sorriso tem sempre alguem do meu lado.
Mas tem dia que eu acordo choro. Quando eu acordo choro, as pessoas tendem a sumir. Ninguem acha bom meu choro. Ele exaspera, ele incomôda. Eu amo meu choro. De cada gota de mar que eu deitei dos olhos eu fiz um pedaço do caminho que me trouxe aqui. Se a tristeza fosse feia, nunca teria sido cantada. Eu canto a minha. Se o canto do meu choro te exaspera... então onde fica o sentido?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bohemian.

"I miss your face.
I miss the places that I once knew,
I don't like this space.
This absent lays with insomnia."

Conto rostos desconhecidos pelo vidro do táxi. Chove muito e o vidro está um pouco embaçado, minhas lentes secaram nas beiradas, então esses rostos não parecem muito humanos... Mas o que são essas pessoas pra mim, além de rostos disformes escurecidos pela noite? Quantas vezes não teram cruzado meu caminho, e eu nunca os notei, nunca os reconheci? Essas pessoas que são apenas figurantes da grande tragi-comêdia da qual eu tomei o centro do palco. Elas continuam andando a esmo, uns fogem da chuva, outros parecem aguardar um acontecimento, um evento, que mova-as até a proxima marquise. Penso, com uma certa melancolia, que nunca saberei os roteiros dos filmes dos outros, e pra eles sou apenas uma figurante. Se algum deles tiver olhado pra frente, serei apenas uma menina triste de maquiagem borrada, sentada num táxi de vidros muito molhados. Eu nunca quis ser figurante pra ninguem. Não nasci pra ser segundo plano. A camêra tem que estar focada em mim, e em como eu enrolo os cabelos com os dedos porque sinto sono, sinto rancor, e sinto falta.
A chuva cai e faz frio. Sou inteira gelo, pés e mãos avermelhados e coração inabitável. Fui me moldando e me tornando esse ser bem maquiado por dentro e por fora. De atriz e protagonista, passei a máscara. Fecho os olhos, todo meu corpo lateja esse incômodo desmedido, todo meu corpo pede por algo que alivie, implora por um único momento consigo mesmo, sem máscara, sem panos, sem teatro.
Perdida de mim mesma sigo num táxi com direção a lugar algum onde eu me sinta confortável.



(Isso é uma obra de ficção, ainda não enlouqueci ou deprimi.)