sábado, 21 de agosto de 2010

Texto velho, velho.

É o campeonato que não acaba. O café que quase sempre fica doce demais. É o cigarro acabando antes da hora, é o sono não chegando, é a música que não toca. É o telefone mudo, é o grito calado, é o aperto incomodo e o sangue estancado. É o ônibus no engarrafamento, é passar do ponto, perder a conta, sair de si. É o frio que vem de dentro e o calor escaldante do sol. É a semana que se arrasta, é a falta de gosto, são as cores desbotadas e a lágrima que não quer rolar. É forçar o choro de madrugada. É o texto do Caio Fernando Abreu marcando a faca o peito. É a falta de mapa, é a falta de lugar, é a falta de mim. É esse vazio branco. Sem temperatura, cor, cheiro ou sabor. É o nada inundando meu tudo. É um final sem começo. É um texto sem frase feita pra fechar.

(Porque hoje eu descobri que esse texto é até bonitinho.)

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