(Ou "Entre-laços", ou, apenas, diálogo imaginário entre Anita e eu.)
-Bom dia.
-Boa tarde. Você e sua mania de sempre se atrasar quando eu preciso de você.
-É você quem nunca chama.
-Eu chamo. Vez por outra grito. Foi você quem desenvolveu essa surdez específica, escuta qualquer coisa menos minha voz.
-Olha você, tão típico, mimada, quase injusta... Você, super-mulher, elegante, equilibrada, tão dona-de-si-&-independente que me deixou de lado.
-Olha, cansei disso tudo. Você precisa mesmo ser tão destruidora?
-Somos as duas, querida. Duas mimadinhas, destruidoras, levemente malucas e completamente fora de controle. Mas tentamos, e nada é mais louvável que seres humanos capazes de tentar.
-Ah, você e suas ladainhas. Te vejo depois.
-Depois, claro. E o tempo todo.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
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Dicotomias que nos amarram...
ResponderExcluirGostei do diálogo, Cecília, belo texto!
Atadas.
ResponderExcluirDiálogos não costumam ser fáceis.
Boas escolhas!